quinta-feira, 3 de agosto de 2017

Livros - Janeiro a Junho/2017





Tenho lido muita coisa no Kindle nesses últimos tempos, mas outro dia percebi que estava com saudades de ler em livro de papel.

Há muito o Kindle salva minha vida, pois nesses tempos de amamentação é impossível ler em papel - não tenho mãos suficientes para tudo! Rs... Devo confessar que, por outro lado, ele se tornou um dispositivo um tanto quanto "perigoso" na minha mão. Afinal, embora eu ainda consiga controlar a quantidade de livros comprados x não lidos (aliás, de forma muito mais eficiente do que em relação aos livros físicos), a quantidade de amostras que eu tenho baixado nele é algo além das minhas capacidades de leitora!! Rs... 

Resultado: fico cheia de amostras "to do" - pois não consigo dar conta de ler todas, além dos livros que já comprei - e a minha lista de livros que quero ler só aumenta! Exponencialmente.

Outro ponto "negativo" é que, pesar do Kindle ter sido a forma que eu tenho usado para colocar minha leitura em dia, há alguns meses percebi que estava sentindo falta do papel. Louco isso, né? Adoro meu Kindle, acho a salvação da lavoura nessa fase da minha vida (além de adorar o fato de poder ler um pouco do livro antes de decidir comprá-lo, e poder carregar uma biblioteca sem levar tanto peso!), mas eu AMO o bom e velho livro de papel... rs...

Depois dessa crise de abstinência comecei a tentar intercalar livros "tradicionais" com o Kindle. Na realidade eu não consigo intercalar. O que eu faço é ler dois ao mesmo tempo: um fica do lado da cadeira de amamentação (no tablet), e no celular, e o outro fica ao lado da cama. Acabei me acostumando a ler dois livros ao mesmo tempo - coisa que eu não fazia há alguns anos atrás - e mato a saudade do papel!

Bom, nesse primeiro semestre li poucos livros, mas alguns foram ótimos! À lista!

  • "A man called Ove": no estilo de outros autores suecos que eu já li (Jonas Jonnasson), esse daqui conta a história de um senhor mau humorado e "sincerão" que não consegue colocar em prática seu (trágico) plano. É daqueles livros de humor irônico, que tem saído nos últimos anos. Já virou filme, inclusive. Eu gostei, embora não seja o melhor dos que eu li (gostei mais do Britt-Marie, que também li nesse semestre e comento abaixo). 

  • "Purple Hibiscus": é o segundo livro da Chimamanda Ngozi Adichie que eu leio (o primeiro, Americanah, li ano passado e adorei!). Ela é uma autora nigeriana e esse livro conta a história de uma família que vive no país. A realidade é chocante, mas ainda mais triste é a figura do patriarca. Como ele domina a família por meio da religiosidade. É interessante, embora eu tenha curtido mais o outro livro dela (gostei tanto que já comprei mais um para ler).

  • "The girl with no shadow": esse livro é a continuação de "Chocolate" (o livro que virou o filme famoso, com a Juliette Binoche). Mãe e filhas se instalam em Paris, numa vizinhança tranquila (?) em Montmartre, e cuidam de sua própria loja de chocolates. Cenário e tema deliciosos, mas eu já tinha achado "Chocolate" um livro médio... esse daqui eu não gostei. A personagem "nova" é confusa. Não entendemos muito bem seu propósito... ficamos meio perdidos... Não recomendo (a menos que você tenha adorado "Chocolate").

  • "The Breakdown": eu tinha lido outro livro dessa autora no semestre passado e amado ("Behind closed doors")! Esse aqui é a história de uma mulher que passa por uma situação extrema - tempestade, passa por um lugar perigoso, vê uma outra mulher dentro de um carro parado na estrada, não para e depois descobre que a mulher foi assassinada (não é spoiler porque isso tá na contra capa do livro! rs...). Daí ela começa a viver na maior tensão, e assim vai... O outro livro eu achei mais legal. Esse é "mais do mesmo", sabe?

  • "Moonlight Mile": eu li "Gone, Baby, Gone", do mesmo autor, e esse daqui é a continuação. Sem comparação. Sabe aquela história de que o segundo filme é sempre pior que o primeiro (ressalva feita, possivelmente, em relação ao "Poderoso Chefão")? Pois é. Não vale a pena. Há outros livros do Dennis Lehane que são muito melhores. Não vale a pena gastar seu tempo com esse daqui. 

  • "The Gustav Sonata": excelente. Sem dúvida o melhor do semestre! Amei! Amei! Amei! Uma leitura cheia de sentimento e nuances. É a história do Gustav, um menino que nasce logo após a guerra, filho de uma mãe fria (você descobre no meio da leitura o por quê dela ser tão fria e triste) e órfão de pai. Ainda assim - ou justamente por isso - um menino que se torna uma pessoa sensível, que enxerga o mundo e as pessoas de um jeito próprio e bonito. Recomendo até não poder mais! :) 

  • "The Last Anniversary": mais um da Liane Moriarty (minha queridinha do último ano). Não é o melhor dela, mas achei bem divertido. Conta a história de uma mulher que, por herança, vai morar em uma ilha, junto com a família do ex-namorado. A história da família tem um segredo guardado há décadas, que está para ser revelado. Divertido. Leve. Gostei.

  • "Britt-Marie was here": a Britt-Marie era uma personagem de um livro que eu li ano passado e gostei muito ("My grandmother send her regards and apologises")! Esse livro é sobre o que acontece com ela depois que o outro livro termina - mas dá para ler esse sem ter lido o outro. É um livro leve e delicioso. Ela é uma personagem daquelas que nos encantam com sua "bizarrisse"... rsrs... Adorei! É também uma história de superação, de como se reinventar depois de se decepcionar, Uma história de acordar para viver o que a vida ainda pode lhe oferecer.

  • "Everything we keep": o livro conta a história de uma mulher que perde o noivo dias antes do casamento e precisa seguir adiante, correr atrás da vida que ainda tem para viver e, no meio do caminho, suspeita que o noivo não está morto. É um livro-passatempo. Uma leitura sem pretensões. Mas eu gostei (tanto que estou, no momento, lendo a continuação...rs).

  • "Three wishes": olha a Liane aí outra vez! Rs... esse é bem legal! A história de trigêmeas, que começa a ser contada na noite em que completam 33 anos. Cada uma tem uma personalidade diferente. Encara a vida de jeitos totalmente diferentes - embora, como diz uma delas, tenham partilhado o mesmo útero por algum tempo! Rs... É engraçado. Leve. Divertido. Um dos que eu mais gostei  dessa autora!

  • "Commonwealth": eu amei esse livro! Havia lido a amostra há algum tempo no Kindle e agora baixei para ler. Devorei. A história de 6 filhos de dois casais desfeitos (e refeitos). A história dos filhos e a história dos pais. É muito interessante, bem escrito, daqueles que a gente não consegue largar. Recomendo! Se não tivesse amado tanto o "Gustav", esse seria o preferido do semestre! Ficou em segundo lugar. Mas com menção honrosa! :)

  • "I'll never be french": fui passar uns dias de férias na Normandia e queria um livro leve, sobre a França, para ler na viagem. Obviamente eu não consegui ler na viagem, nem antes dela (até porque, esse eu comprei em papel!). Mas é um livro gostoso e leve - ainda prefiro o Peter Mayle, mas é no (mesmo) estilo estrangeiro-passando-perrengue se habituando à vida na França e, ao mesmo tempo, aproveitando horrores viver num lugar tão delicioso!! :) 

Essas foram as leituras do primeiro semestre! Foram poucos, mas dei a sorte de ler livros que amei!! E os do segundo semestre vão pelo mesmo caminho... :)

Beijos,
Tila.

sexta-feira, 7 de julho de 2017

A falta que faz uma árvore

Estou amando morar num país em que as estações do ano realmente existem! Sim, porque no Brasil o inverno dura duas semanas em São Paulo e em Brasília sequer existe... Verão não tem hora pra começar nem pra acabar... Outono então, a gente nem ouve falar!

Mas aqui, apesar do inverno ser bem difícil (a falta de luz ainda é pior do que aguentar o frio!), ele tem seu charme. Quando ele chega é porque o Natal está vindo e a cidade fica linda!! E pode até parecer meio mórbido, mas mesmo no inverno eu consigo achar árvores lindas por aí... O outono quando chega, vem com suas cores incríveis, tanto no céu quanto nas folhas - e  é maravilhoso!! A primavera é linda, é uma libertação... uma animação que só quem vive a chegada dela, anunciando (especialmente) o fim do inverno, é que sabe! Como as pessoas comemoram sua chegada!! E o verão... ah o verão... ele traz liberdade, alegria, dias longos - com mais tempo para viver e para celebrar! Parques cheios, pessoas bem humoradas, programas para todos os lados e para todos os gostos... é uma beleza!!! 

Quando as estações existem parece que a gente percebe de uma forma diferente que o tempo está, realmente, passando... o ano passa diferente. Continua passando rápido demais, mas passa de um jeito diferente. É curioso! É, na verdade, muito mais divertido!! Porque a gente tem muito mais pra ver, pra sentir, e pra aproveitar!

Na frente da minha janela da cozinha tinha uma árvore que eu sempre me avisou que havíamos mudado de estação. Quando as folhas começavam a mudar de cor é porque o outono tinha chegado! Quando elas começavam a cair o "medo" do inverno já se instalava! Mas, quando as folhas voltavam a nascer, era um dia de muita alegria! Finalmente! A primavera chegando e o inverno indo embora!! Só quem já viveu invernos de verdade sabe o que isso significa!!! Mesmo que ainda esteja 4 graus de temperatura média, se as folhas começam a aparecer a expectativa já começa a aquecer, pelo menos, nosso coração!! Rs...

Aí, hoje pela manhã, enquanto eu dava comida para o filhote, começo a ouvir um barulho mega alto na rua! Não parecia caminhão... parecia uma máquina... parecia que estava dentro da minha cozinha! Fui até a janela e vi que estavam cortando minha árvore!!! (sim, minha... me apeguei!)

Gente... eu nunca fui daquelas pessoas mega super preocupadas com o meio ambiente - que se agarra na árvore pra ela não ser derrubada. Acho que minha preocupação é a de uma pessoa normal, com as barbaridades que o ser humano vem fazendo com a natureza. Faço minha reciclagem em casa (e na rua, sempre que dá!), tento diminuir o consumo de embalagens descartáveis e de água, essa coisas que o ser humano médio deve (devia?!) fazer.

Mas ver a minha árvore ser derrubada e triturada (esse era o barulho), ali, na minha frente, sem poder fazer nada?! Juro que eu quis chorar. Senti uma tristeza... e olha que a árvore nem era enorme, frondosa... era uma árvore de calçada, mirradinha... Mas era minha companheira... de todos os dias ... e de muitas madrugadas, também. 

Agora a calçada tá ali... pelada. Horrorosa! E, embora eu consiga ver outras árvores, olhando pela mesma janela, eu sei que vou sentir falta daquela árvore quando chegar o outono e depois, quando chegar o inverno. Vou encostar na pia, tomando meu chazinho e vou pensar: será que as folhas daquela árvore, a essa altura, já teriam caído?

Curioso como algo simples pode fazer uma grande diferença.

Beijos,
Tila.  

quarta-feira, 15 de fevereiro de 2017

Vida Lôca

Vou sair um pouco do tema do blog, para fazer um desabafo e prestar uma homenagem. Aliás, pensando bem, o blog é para contar as novidades do que rola aqui na Maison Bauer e não necessariamente um blog de dicas de Londres, né? Então, nem estou saindo tanto assim do tema... rs

Gente... como é que minha mãe conseguiu cuidar de dois bebês sem ajuda de ninguém? Pior, tendo que lavar um trilhão de fraldas - porque eu e meu irmão éramos alérgicos à fralda descartável - sem máquina de lavar roupas, sem secadora. Cuidou de nós (temos 1 ano e 10 meses de diferença), e da casa sem faxineira, sem empregada, e sem família perto pra ajudar! Ok, no começo ela tinha ajuda da Nana, minha tia querida, que, na época, era adolescente e, embora estudasse, ajudava com o que podia. Mas mesmo assim...

Hoje foi o primeiro dia que fiquei sozinha com os meninos - pra quem não sabe, os dois têm 1 ano e 11 meses de diferença. Quando o caçula nasceu minha mãe estava aqui, o marido tirou licença paternidade, depois chegou meu pai (ficou aqui 20 dias), meu irmão, minha cunhada e meu sobrinho (ficaram 1 semana), minha mãe continuou aqui até o pequeno fazer 2 meses, depois meu marido tirou férias e ficou quase 4 semanas em casa. Ou seja, durante todo esse tempo teve gente aqui em casa pra me ajudar a cuidar das crias. Nossa que maravilha, né? Pois é... Só que hoje o marido voltou a trabalhar e eu fiquei sozinha com os dois em casa. E estava tendo pesadelos com esse dia há 2 meses! Risos...

No começo da manhã tava tudo certo, o caçula nem acordou pra mamada das 8 da manhã e eu tive a folga pra ficar com o mais velho. Chorou porque o pai voltou a trabalhar... mas o pior foi amanhecer com os olhos inchados e vermelhos. Aviso da escola que ele não devia ir porque podia ser conjuntivite. Assim, teríamos de ir ao farmacêutico confirmar e, se fosse o caso, comprar o remédio. 

Cara... já tentou sair de casa com duas crianças num frio de -2 graus? Pois é. É difícil. Difícil nível "quase impossível". 

Primeiro você vai cuidar do mais velho porque sabe que, no momento em que colocar o pequeno no carrinho, ele vai se esgoelar e você vai enlouquecer.

Então você pega o mais velho que, por acaso está na fase do "terrible two" (e se você não conhece essa fase, sorte sua!). Coloca trezentas roupas nele que, enquanto isso chora (muito), porque não quer colocar a calça, não quer colocar a meia, não quer colocar o moletom... tudo isso porque ele acha que você está colocando esse monte de roupa pra ele ir pra escola. 

Passa o tempo todo esperneando e gritando: "Não qué cola! Não qué cola!!". E você explicando que não, que não é pra ir pra escola, é só pra ir pra farmácia (que, by the way, fica no caminho da escola e você já pensa que vai ter de fazer um caminho alternativo senão capaz do menino ter uma síncope e espernear tanto que pode derrubar o carrinho no meio da rua!).

Aí, beleza... você consegue terminar de colocar a roupa nele, mas ainda falta a sua e a do pequeno. Carrega o mais velho pro seu quarto, porque ele ainda está chorando e é capaz de arrancar a roupa enquanto você não está mais de olho. Coloca sua roupa (de novo, bastaaaante roupa) em 2 minutos porque esse é o tempo máximo que os pequerruchos te concedem sem que os vizinhos chamem a polícia para checar o que está acontecendo.

Fica aquela beleza, né? Tudo não combinando. Aquela roupa que parece que você tá indo na feira. Aquela que você usa quase todo dia e não aguenta mais! Seja porque você ainda não cabe em mais da metade do seu guarda roupa, seja porque é a que tá na mão e, também, porque é uniforme de mãe que corre pra lá e pra cá: aquela calça bailarina (sim, ela ainda existe!) preta (mãe ainda gordinha da gravidez só usa preto), uma camiseta qualquer, cachecol, luva, gorro e aquele casaco enorme da Uniqlo, que te faz lembrar ainda mais o boneco da Michelin, porque só ele te defende do frio bizarro!

Agora, vamos pro caçula! Ah, mas peraí... Você resolve já "prender" o mais velho no carrinho porque não aguenta mais ter de correr atrás dele pela casa enquanto tenta colocar a calça ou a camiseta. Meia hora pra amarrar ele no carrinho porque, afinal, com essa roupa de astronauta os cintos de segurança precisam ser afrouxados e, mesmo assim, continuam apertados. Ah, tem de colocar ele dentro do cocoon (pra quem não mora no frio congelante, é tipo um saco de dormir que fica preso no carrinho, para que criança fique mais protegida do frio). Mais um tempinho pra ajustar a porcaria do cocoon! E, ok. Muitas lágrimas e esperneio depois, o bichinho tá preso. Você deixa o carrinho de frente pra TV para ver se a Peppa consegue o que você não tá conseguindo: acalmar seu próprio filho!

E vamos, finalmente, ao caçula! O bichinho tá dormindo então, vai ser mais fácil!! Você pega ele e começa a tentar colocar o casaquinho, rezando para ele não acordar... mas, pá! No primeiro braço que você coloca no casaco ele acorda. Claro. Olha pra você com aquela cara de "porque diachos você me acordou se insistiu tanto pra eu dormir??". Você tenta colocar o casaco o mais rápido que pode, já tenta enfiar um gorro na cabeça dele e corre com ele pro carrinho!

Coloca ele no carrinho e i-m-e-d-i-a-t-a-m-e-n-t-e ele começa a chorar... Porque, afinal, o carrinho tem espinho. Só pode ser isso. 

Enquanto ele tá chorando você coloca a bota (super difícil de amarrar pulando num pé só enquanto você tenta, também, agarrar a bolsa correndo), veste o casaco, pendura o cachecol no carrinho e sai correndo de casa... Nesse momento o choro já virou grito e você só pensa em chegar logo na rua para ver se ele para de chorar porque, por sorte, quando ele anda na rua ele dorme (quer dizer... quase sempre...). 

Mas o elevador não chega e você começa achar que o vizinho ou o porteiro realmente vão chamar a polícia (teve um dia que o porteiro realmente veio ver o que tava acontecendo... me perguntou o que estávamos fazendo com o garoto... Sentiu o drama?). A propósito, depois desse episódio descobri que o vizinho já não mora mais aqui, o que me aliviou um pouco (porque ainda temos vizinhos nos outros andares, né?).

Elevador chegou, você conseguiu descer com as feras, conseguiu colocar seu gorro, cachecol e luva, e, finalmente, saiu do prédio! Tá chovendo. Sério. Tá chovendo. 

Aí você pensa: São Pedro... tá de sacanagem, né? Mas daí resolve que não vai se entregar. Afinal, faz 40 minutos que você está se preparando pra sair de casa... sim, 40 minutos... e retroceder, jamais! Se você volta pra casa vai ter de passar por tudo de novo (afinal, não dá pra deixar os dois assando dentro do carrinho até a chuva passar!). 

Então, você coloca o capuz do seu casaco e vai! Afinal, as crianças já estão cobertas pela capa do carrinho (aliás, o mais novo... porque o mais velho briga com você o caminho todo, pois ele não quer que você abra a cobertura do carrinho... aí você puxa pra fechar e ele puxa pra abrir... tipo, o caminho todo...). E lá vai você, cantando na chuva, porque quem canta os males espanta, né? Portanto, nessa horas nada melhor do que mandar um: "the wheels on the bus, go round and round..."  (porque essas são as músicas que você canta agora).

Ufa.

Tudo isso pra dizer que eu realmente admiro quem conseguiu / consegue dar conta de duas crianças pequenas sem nenhuma ajuda. Porque eu, que tenho ajuda da máquina de lavar/secar roupa e da máquina de lavar pratos, além de faxineira por 8 horas na semana, e com a sorte de ter um marido que é pai, tô dando conta não!!! (ou melhor... tô dando conta... mas tô o pó!!!)

Beijos,

Tila.

PS: eu comecei a escrever esse texto há 6 dias atrás. Hoje, finalmente, consegui terminar e postar porque hoje, por milagre, os dois dormiram ao mesmo tempo E ainda não acordaram (faz uns 30 minutos... agora é correr pra preparar algo pro almoço, e fazer um chá porque mamãe tá dodói e não tem tempo pra se cuidar... obviamente).

PS2: sim, era conjuntivite e ele teve de ficar em casa o dia todo. Detalhe, na semana seguinte não teria aulas, pois é o intervalo do bimestre. Sim, isso significa que teria uma semana inteira com os dois o dia todo em casa.

quinta-feira, 19 de janeiro de 2017

Livros - Agosto a Dezembro de 2016



Antes de mais nada preciso compartilhar uma descoberta que me deixou feliz como criança no dia do Natal!! Risos... Tem uma coisa da qual me orgulho muito, que são meus livros! Tenho estantes lotadas de livros - ok, muitos deles ainda fazem parte da minha "biblioteca do exílio" (aquela que eu comecei a montar em Brasília, pensando na possibilidade de sermos removidos para o Congo e eu não conseguir comprar livros suficientes para suprir a minha "demanda"). Mas mesmo assim, tenho vários lidos (e vários não lidos, mas que me dão um conforto gigantesco só de saber que estão ali! À mão!Rs...). Meu sonho é ter uma casa com uma biblioteca linda, organizada e com aquelas poltronas aconchegantes e luminárias lindas, uma biblioteca pra chamar de "minha"!! Risos...

Só que nesse meu afã de comprar livros e mais livros, especialmente depois que eu descobri que a Amazon aqui vende livros usados em ótimo estado (e pela bagatelas de 2 ou 3 pounds!), eu acabei comprando um livro que já tinha (ainda não tinha lido, por isso não havia "registrado" a história e comprei novamente... calma lá... não sou tão louca assim!!! Rs...). 

Quando estava em Brasília montando a tal da biblioteca do exílio eu tinha uma lista dos livros comprados e não lidos, exatamente para não me perder... mas, em algum momento da maternidade eu deixei essa lista pra lá porque já não tinha mais tempo de atualizar... aí deu nisso.

Bom, depois da gafe eu saí procurando um aplicativo que me ajudasse. Pensei num aplicativo porque assim poderia usá-lo tanto quando estivesse em casa comprando pela internet, como quando estivesse explorando uma livraria in loco. Depois de pesquisar um pouco (sim, mãe full time não tem tempo pra muita coisa... rs) baixei o Book Budy+. Gente... pinto no lixo define! Eu fiquei tão feliz! Mas tão feliz!! Dá pra cadastrar vários livros pelo código de barras (o que facilita um bocado quando você tem centenas de livros pra cadastrar), ou procurar on line, e ainda adicionar manualmente (sim, vários eu precisei cadastrar manualmente, infelizmente). Mas só o fato da virginiana aqui conseguir manter seus livros em um cadastro organizado, em que você pode pesquisar por lidos / não lidos, por título, por autor, editora... aaaaahhhh que maravilha!! 

Já cadastrei todos os não lidos, porque são mais "urgentes". Compartilhei a informação da quantidade dos não lidos com o marido e ele me olhou com uma cara de sua louca! 

Me arrependi um pouco de dividir com ele essa minha "conquista", porque acho que ele não entendeu muito bem... Mas, depois disso, quando eu estava comprando mais uns livrinhos ele mandou um: "mas você não tinha mais de 200 livros não lidos?!". Ao que eu respondi, obviamente: "sim, mas quando eu for velhinha eu terei todo o tempo do mundo para ler tudo que ainda não li!! É um investimento, amor!!". Acho que o convenci.

Fato é que, feliz da vida eu tenho agora todos os meus livros catalogados!! Alegria de virginiana viciada em livros é isso aí!!

Agora, à lista dos lidos no segundo semestre de 2016. Resolvi ler bastante pra antecipar a aridez que deverá ser o próximo semestre... risos... Mas, deixarei os livros um pouco de lado pelo melhor motivo do mundo!! :)

  • The husband's secretcomprei esse livro porque o lançamento mais recente da autora - Liane Moriarty - está fazendo o maior sucesso (ou, pelo menos, a Penguin não deixa que saia da minha timeline no Facebook!). Fiquei curiosa, mas ao invés de começar pelo lançamento, comecei por um mais antigo que tinha boas resenhas na Amazon (baixei no Kindle... costumo baixar no Kindle livros de autores dos quais nunca ouvi falar... risos... e também porque, geralmente, os preços são mais atrativos). Adorei!! Sabe daqueles livros que você não consegue parar de ler?! É esse! Conta as histórias de 3 mulheres, que acabam se entrelaçando. As histórias são muito boas e o que as conecta é um fato surpreendente. Não é a toa que acabando de ler esse eu já comprei outro da mesma autora
  • Big Little Lies: outro da Liane Moriarty. Conta a história de três mulheres, mães de crianças que estudam na mesma escola. As três são completamente diferentes. Me interessei pelo tema, claro, por isso acabei comprando antes do tal do lançamento que está fazendo sucesso. Outro que gostei muito!! Não parei de ler enquanto não acabei. Tão delícia quando a gente pega um livro e não consegue largar, não é?! 
  • Notes from a small island: esse daqui eu comprei porque foi um super best seller aqui na terra da Rainha. Conta as histórias e experiências vividas por um americano, que viver por um tempo aqui na Inglaterra quando era jovem, e depois voltou para viver com sua família, por um longo período. Quando está para voltar aos EUA resolve fazer uma última viagem pela "small island", para conhecer o que ainda não conhecia e reviver algumas experiências. É interessante, pois ele além de nos descrever recantos desconhecidos que valem a pena conhecer traz um interessante retrato do que é o Reino Unido e, especialmente, do que é o britânico - seus costumes, manias, o jeito do pessoal, mesmo! Sinceramente eu achei que seria um pouco mais interessante - tem partes em que eu acho que ele se perde um pouco... Mas, por outro lado, há "insights" bem bacanas e comentários divertidos (como, por exemplo, a habilidade do britânico em colocar nomes esquisitos nas cidades, o fato de que qualquer cidade por menor que seja tem sempre uma WHS e uma M&S - e aí você está "salvo" porque sabe que está no Reino Unido), além de constatações que eu também já fiz, morando por aqui (uma delas, por exemplo, é que o pessoal é extremamente educado... tanto que mesmo quando eles estão certos e você está errado eles te pedem desculpas antes de pedir pra você sair do meio do caminho, ou arrumar algo que você quebrou). Acho interessante a leitura para conhecer um pouco mais do que se passa por aqui. Mas é de conteúdo bem específico, né?! Rs...
  • Number 11: outro dia eu tive a sorte de conseguir entrar na Waterstones (a maior cadeia de livrarias daqui do Reino Unido) e poder me "perder" por uma horinha (o David tava dormindo... bendito seja!! rs...)!! Daí aproveitei para dar uma olhada nos vários livros e aumentar minha listinha de "desejos", além de comprar alguns em promoção (sempre tem um "buy 1 get 1 half price" - adooooooro!! rs...). Daí dentre as aquisições eu comprei esse daqui. Vou ser sincera: achei a capa demais de linda e, como contava histórias na Inglaterra, acabei me convencendo. Rs... O começo é meio devagar, mas depois engata. São várias histórias, contadas ao longo dos anos, que envolvem duas amigas de infância (no começo do livro, não tão amigas, mas logo depois da primeira história a amizade nasce). Foi uma boa diversão, mas não é apaixonante! 
  • Behind closed doors: ah esse aqui!! Eu baixei a amostra no Kindle e comecei a ler imediatamente. É a história de um casal que é perfeito. Tudo que a mulher fala do marido e vice-versa é a mais perfeita perfeição (ok... entendi que não ficou bom... mas é isso mesmo!). Eles se amam, a vida é maravilhosa, ele é maravilhoso, ela é maravilhosa... tudo tão perfeito que dá pra desconfiar. E daí que você descobre que ninguém é perfeito nada, e que é tudo uma farsa. Só que na hora que comecei a ler a parte do livro que vai chegando nessa conclusão, acabou a amostra! Corri desesperada (sério, desesperada!) pra baixar/compra o livro e, surpresa! Disponível em 10/08 (isso era em 05/08, vai...). Cara. Desespero. Fiquei tão brava! Mas daí, depois de terminar esses outros que comentei aí em cima, eu comprei o livro e li todinho. Em 1 dia. Não larguei. Amei!
  • The little village bakery: sabendo que daqui a alguns meses minha capacidade de leitura estará um tanto quanto comprometida, já comecei a buscar uns livros para baixar no Kindle - já que essa será a única forma de conseguir ler um pouco, quando as mamadas da madrugada começarem a ficar um pouco mais tranquilas. Daí encontrei uns livros desses bem bobinhos, mas que têm relação com o Natal (vai coincidir a época... eu adoro Natal... enfim, achei que seria uma boa opção... Afinal, não dá pra ler Kafka enquanto você está amamentando, né?!). Daí encontrei um que me pareceu bacaninha, mas que era o "volume II", a continuação desse aqui. Resolvi comprar esse aqui primeiro para ver se o outro ia valer a pena... rs. Mas não acho que vai valer a pena não... É uma leiturinha leve e bobinha, mas tem um tal de um "mistério" que, sério... na hora que a autora revela você quer matar um! Ela, ou a personagem principal, que fez do tal mistério um monstro e é a coisa mais idiota do mundo! Ok... não é idiota em si, mas o fantasma que a nêga cria em cima disso me deixou bem enraivecida. Tipo, fiota... terapia!!! PeloamordeDeus! Nunca ouviu falar?! Quase larguei o livro pra lá... só não larguei porque é meio contra os meus princípios largar livro pela metade (e esse aqui já estava bem no quarto final, quando eu fiquei irritada).Enfim... acho que não vou comprar o outro.
  • Destinos e fúrias: esse livro estava há algum tempo naquelas mesas de destaques das livrarias aqui em Londres. Já tinha visto também algumas pessoas lendo na rua, no ônibus, no trem... daí fiquei curiosa. Um dia encontrei ele no Kindle em português, baratinho, daí resolvi comprar. O livro é longo, e a primeira parte é beeeem chatinha. Na verdade eu não gosto muito quando o autor escreve em prosa, mas quer dar aquela poetizada, sabe? Fica invertendo a ordem das frases... fazendo frases curtas para serem "de impacto"... trazendo tudo pro abstrato... Enfim... acho meio pretensioso. Além disso, as resenhas que li do livro me pareceram não ter nada a ver com a história. Estive a ponto de largá-lo por várias vezes, mas infelizmente ainda não consegui desenvolver o desprendimento necessário para largar livros no meio... Eu sei... eu si... tem milhares de livros no mundo que eu quero ler e o melhor seria não ficar me atendo àqueles que não estou gostando... Mas nesse momento eu tenho 4 livros na minha mesinha de cabeceira que eu já larguei no meio do caminho... Daí fico com pena de largar mais um por ali... Enfim... A primeira parte é arrastada, chata, pretensiosa... A segunda parte (a da fúria) é BEM melhor! Sendo assim, no fim das contas eu achei que valeu a pena não desistir. Mas não sei se isso é suficiente para eu indicar o livro... rs... A história é de um casal que se encontra, se apaixona e se casa bem rápido. São jovens e têm a vida pela frente. A primeira parte do livro é contada na perspectiva no homem. A segunda, na perspectiva da mulher, e aí você começa a descobrir que muito de tudo aquilo que o cara contou na primeira parte do livro era uma ilusão. Nesse ponto, e por isso mesmo, a segunda parte é tão mais interessante.
  • Rules of civility: me deparei com outro livro desse autor (Amor Towles) que me chamou a atenção ("A gentleman in Moscow"), mas que ainda não havia sido lançado. Então, resolvi baixar uma amostra de um livro anterior dele, para ver se eu gostava da leitura e, aí sim, poder comprar o novo, se fosse o caso. Amei a amostra e assim que terminei de ler já comprei esse aqui para poder terminar de ler! A história se passa no final dos anos 30, em NY. Encontros e desencontros ocorridos em um ano da vida da narradora. Um sujeito que entra de repente na vida dela, por quem ela se apaixona, mas tem de "dividi-lo" com sua melhor amiga, até que um acontecimento inesperado determina o rumo da história do triângulo. Os personagens são interessantes e a narrativa é muito boa! Recomendo! E agora vou atrás do outro que foi lançado esse ano para ver se gosto também!
  • Nutshell: depois que eu li "Atonement", do Ian McEwan (aliás, um dos melhores livros que eu já li na vida!), compro tudo dele que vejo pela frente. Tem livros dele que eu gostei muito, mas tem outros que eu achei super fraquinhos... não dá pra ganhar todas nessa vida, não é? Esse daqui lançou há pouco, está em todas as livrarias, então resolvi aproveitar. Ainda não resolvi se eu gostei... risos... O livro conta a história de um triângulo amoroso entre uma mulher e dois irmãos - casada com o primeiro, coloca ele pra fora de casa e "recebe" o irmão dele. Só que é contado pelo bebê que ela está esperando... do marido. Não sei se foi isso que me deixou com uma sensação estranha em relação ao livro (talvez porque eu li enquanto estava grávida?), mas sei que foi justamente por isso que eu achei interessante ler a história... Estranho, né? Mixed feelings total... rsrs... Só sei que não é um dos livros dele que eu amei! Mas talvez ainda valha a pena recomendar... sinceramente, na dúvida!
  • The children's act: aproveitando que eu tinha lido o Ian McEwan resolvi pegar esse daqui, também dele, que estava na estante há alguns meses. Esse eu adorei! Super recomendo, sem a menor dúvida! É um livro super curtinho, li em duas noites... A história é de uma juíza da alta corte de Londres, que cuida de casos de família, e se depara com um daqueles casos super delicados, que envolvem moral, religião, família, vida ou morte... Ela tem uma decisão super importante, e urgente para tomar, e no meio de tudo isso vive uma crise pessoal que a abala bastante. O livro flui, a linguagem é impecável, a leitura é uma delícia! Adorei, mesmo!
  • Falling: confesso que comprei esse livro pela capa! Rs... achei tão bonita, daí li a resenha e achei que seria interessante. É um livro fácil de ler e, ao mesmo tempo, trata de temas interessantes. Conta a história de mãe, filha e avó que têm cada uma seus conflitos pessoais e são colocadas em uma situação em que, confrontadas, precisam enfrentar seus medos. Embora trate de temas meio "pesados" a leitura é super leve. Eu gostei. Um livro que foi fácil de ler, num período em que minha vida estava uma correria só (38 semanas de gestação... dá pra imaginar, né?).
Li bem pouco nessse semestre... Muito menos do que eu gostaria. É bem verdade que eu comecei e larguei no meio uns 3 ou 4 livros (detesto fazer isso, mas estava levando o conselho do Nick Hornby a sério - tem tanto livro pra ler no mundo que não dá pra perder tempo com livro que não vale a pena), mas mesmo assim li bem menos do que eu queria. Agora estou com um no Kindle - que é o que dá pra ler nas madrugadas - que também está devagar quase parando... Mas mais por falta de pique (minha) do que por culpa do livro. Tenho estado tão cansada que não consigo ler nada e, diferentemente do primeiro Baby, cujas mamadas demoravam cerca de uma hora, o caçula é mais eficiente e a mamada tem demorado muito menos... por isso nem tenho pique de começar a ler - quero mesmo é voltar logo pra cama!! Rs...

De todo modo, espero conseguir ler coisas boas nesse semestre (já que serão poucas, que sejam poucas e boas!)! Tem tanto livro que eu quero ler! Tantos premiados e listados em prêmios interessantes... Tomara que eu consiga!

Beijos,
Tila.

sexta-feira, 16 de setembro de 2016

Diário de Viagem: Hay on Wye, a cidade dos livros!

No dia do meu aniversário foi feriado aqui no Reino Unido e como só temos 4 feriados por ano, somado ao fato de que daqui a pouco nossa mobilidade ficará meio reduzida por um tempinho, aproveitamos para viajar! Fomos para o interior, numa região que ainda não conhecíamos - Cotswolds. Ficamos em um chalé perto da cidade de Gloucester e dali eu quis fazer um passeio até Hay on Wye, pois há muito queria conhecer a cidade. O motivo é simples: a cidadezinha, embora minúscula, é conhecida como a "Cidade dos livros"!

Hay on Wye fica na fronteira com o País de Gales (mais precisamente do lado de lá da fronteira) e é realmente bem pequena (menos de 2 mil habitantes), mas extremamente charmosa! A cidade é conhecida por ter uma grande quantidade de sebos, livrarias e antiquários (de livros). Diversos destes estabelecimentos são especializados. Você encontra uma livraria/sebo que só vende livros sobre botânica, outra que só vende livros de poesia, outra que só vende livros de geografia e mapas, outra só vende livros de mistério, policiais e crimes... Sério. Para alguém que como eu ama livros, é uma perdição!! Claro que o festival literário de lá é super famoso, atraindo cerca de 150 mil pessoas a cada ano!!

A vocação para cidade dos livros começou na década de 60 quando um comerciante resolveu abrir um sebo em uma antiga estação do corpo de bombeiros. O negócio cresceu e outros comerciantes seguiram a tendência. Hoje são mais de  livrarias/sebos. Para se ter uma ideia, tem uma livraria até dentro do único cinema da cidade!

Na entrada da cidade você se depara com um pequeno castelo em ruínas, pelo qual começamos nosso passeio. Nos deparamos, ali no castelo, mesmo, com um espaço que parecia uma banca, com várias prateleiras lotadas de livros e um aviso, em uma caixa (parecida com uma caixa de correio): "Por favor, pague aqui. Livros de capa dura = 1,00 Pound / demais livros = 0,50 Pounds / A caixa de coleta do dinheiro é esvaziada uma vez por dia". Sério. Muitos e muitos livros deixados na prateleira, e uma caixa em que as pessoas interessadas nos livros deixavam o valor correspondente à sua aquisição. Não tinha vendedor. Não tinha como controlar quem levava (e pagava) o quê. Inacreditável.








Do outro lado do pátio do antigo castelo mais prateleiras e livros, vendidos do mesmo jeito. Coisas que você só vê por aqui, né? Eu vejo isso e sempre penso: "ah se fosse no Brasil...". É bem triste, mas cada vez mais me convenço de que estamos anos luz de nos tornarmos um país civilizado... Vejo muita coisa surpreendente por aqui e, cada vez mais, vejo coisas surpreendentes no Brasil - infelizmente, negativas...

Mas, enfim... voltando pro passeio!

A cidade é uma graça. As construções são super bonitas, como em geral é no interior do Reino Unido. Fica perto de um vale lindo (o do rio Wye) e é cercada por montanhas. Como eu disse, é uma cidade beeeeem pequenininha, então em 20 minutos você já conheceu tudo... Isso é, se você não parar a cada meio minuto numa livraria, ou em um café charmosinho (há vários pela cidade).

















Como eu precisava de um certo auto-controle... ou algo para limitar minha loucura, entrei em algumas livrarias, mas resolvi comprar apenas em uma delas. A escolhida foi a maior: a Richard Booth's Bookshop. O lugar é um sonho. Eu podia morar lá dentro, sem o menor problema! A quantidade de livros é impressionante... sobre todos os assuntos que você possa imaginar! Três andares de livros e mais livros, num ambiente super acolhedor!






No fim das contas o "estrago" não foi tão grande... Comprei 8 livros, só. Na verdade, marido e filho esperando do lado de fora da livraria dão uma pressionada básica na minha fome de livros. E achei que não seria apropriado falar pra eles me deixarem lá e voltar no fim do dia... Mas, ok! Valeu MUITO o passeio! Achei a cidade interessantíssima! E, afinal, encontrei um lugar pra morar caso a gente resolva largar tudo na vida e morar no interior! Risos...

Beijos,
Tila.

quinta-feira, 18 de agosto de 2016

Livros - Julho a Julho de 2016



Pois é... eu fazia as minhas listas de livros de 6 em 6 meses... Daí outro dia vi que não havia postado a lista do final de 2015!! Por isso essa daqui vai com os livros do último ano todo! Julho a julho!

Vou confessar que nesse ano que passou senti falta da minha leitura... senti falta, também, do livro físico, já que a maior parte dos livros que eu consegui ler foram digitais... Senti falta de ler mais... Senti muita falta de ler mais!! Maaasss... como tudo na vida depende de suas prioridades, não deu para ler o quanto eu gostaria, porém deu para fazer muitas outras coisas que eu gostei demais! :)

Quanto aos livros desse ano devo confessar que tive alguns escorregões... livros chaaaatos... A sorte é que alguns bacanas compensaram as pedras do caminho... À lista!
  • The Miniaturist: esse livro fez o maior sucesso aqui no Reino Unido, no ano passado. Toda livraria que eu passava ele tava lá exposto, e assim ficou por muito tempo! Acho que ganhou algum prêmio... não me recordo agora. Mas não achei essa coisa toda, não. Achei bem arrastado no começo... tinha tanto potencial! As histórias são meio obscuras,.. Os personagens são tão cheio dos mistérios que fica meio chato... Você fica meio que se perguntando: mas por que esse cara é assim? Por que esse cara faz isso? E não encontra as respostas até quaaaase o final no livro... É ok, mas não é um livro que eu leria se soubesse que conseguiria ler tão pouco no semestre... É a história de uma família fechada (esquisita?) que vive na Holanda, contada pela perspectiva da "noiva", super jovem, que chega para se casar com o dono da casa (um bem sucedido comerciante).
  • Lugares Escuros: esse é outro livro da Gillian Flyn (mesma autora de "Gone Girl", que eu amei!), e eu curti bastante, embora não tenha amado como o outro que li antes. A história é contada por uma sobrevivente de uma chacina - matam toda a família dela. Ela era uma criança e se tornou, obviamente, uma jovem perturbadíssima, mas em determinado momento começa a investigar o que realmente aconteceu com a família. Desfecho surpreendente. Curti!
  • Noites Lebloninas: o livro de contos, inacabado, do João Ubaldo Ribeiro. Curtinho, li em algumas horas. Os contos são interessantes. Tem gosto de "quero mais". Acabei comprando outros livros dele que ainda não tinha lido!
  • Nora Webster: esse livro ganhou um prêmio aqui no Reino Unido em 2015 e, por isso, me chamou a atenção. Pra completar encontrei numa promoção na livraria, daí "tive" de comprar! Rs... Conta a história de uma dona de casa irlandesa, mão de quatro filhos, que fica viúva, na década de 50. Gostei muito do jeito como o autor escreve e da descrição do cenário / época. Algumas pessoas comentaram que o livro era chato porque nada se passava. Mas eu achei bacana ver justamente isso: o pouco que acontece, de fato, na vida dessa mulher. Ao mesmo tempo, a descrição e suas impressões e sentimentos é bem feita, e acaba prendendo o leitor (pelo menos eu). Gostei tanto que comprei outro livro dele pra ler!
  • Girl on the train: esse aqui é super best seller, todo mundo comentando, daí resolvi ler. Gostei muito! Daqueles trillers que acaba o capítulo e você fica doido pra ler o próximo?! Pois é... assim mesmo! É a história de uma mulher deprimida e alcoólatra que, de certa forma, se envolve no desaparecimento de uma mulher - que ela não conhece, mas vê frequentemente, quando passa de trem pela sua casa. Adorei! Não conseguia parar de ler!
  • Tigres em dia vermelho: estava tentando me lembrar porque eu comprei esse livro... estava em promoção no Kindle. Tenho de parar de comprar livros em promoção, por impulso... Esse aqui foi meio decepcionante. Na verdade, nem me lembro porque a história me chamou a atenção. Nem vale a pena pensar muito no assunto... 
  • Funny Girl: eu adoro Nick Hornby. Adoro! Esse é o último livro dele, cujo lançamento foi super badalado aqui na terra da Rainha. Eu adorei! Engraçado! Sarcástico! A personagem principal tem o toque certo de humor... Uma coisa bem britânica, bem irônica! Conta a história de uma garota que desiste de ganhar um concurso de beleza em sua cidade, no interior da Inglaterra, porque quer ser alguém em Londres. Larga tudo, vai pra cidade na cara e na coragem, e dá certo! Mas dá certo logo no começo do livro, que conta a história do seu sucesso e de tudo que muda na sua vida! Mega recomendo se você está a procura de algo leve para ler!
  • Brooklin: esse é o outro livro do Colm Tóibín que eu comprei para ler (o autor do Nora Webster). Curti muito também. Difícil dizer qual dos dois livros dele que eu curti mais. Acho que esse aqui (também ganhou prêmio, eu acho). Aqui acontece mais coisas do que no outro, e mantém-se a qualidade na descrição dos cenários e das emoções dos personagens. O livro traz a história de uma jovem que sai da Irlanda para tentar a vida em Nova York. Sua ida para a nova cidade foi meio a contra gosto, mas depois ela acaba se apaixonando. Um acontecimento a faz voltar para casa e parece que uma outra personalidade toma conta dela. Achei super interessante. Muito bom!
  • The Enchanted April: acho que esse é o livro mais chato que eu já li na vida. Eu larguei poucos livros depois de começados (acho que, ao todo... uns 6 ou 7). Esse daqui ia entrar pra lista, mas daí eu pensei: "são só 171 páginas... eu dou conta...". E me arrastei até o final. Esperando que algo mudasse e que o livro começasse a valer a pena. Não valeu. A única coisa interessante, surpreendente, acontece na página 153. Sério. Dispensa comentários.
  • Frenesi Polissilábico: é um livro sobre livros. Nick Hornby (que eu adoro e por isso comprei esse livro) tinha uma coluna em uma revista, na qual ele comentava os livros que havia lido e comprado no mês. Comprei para ter umas indicações de leitura e o que mais aproveitei no livro foi um comentário que ele faz logo no início do livro, quando está divagando sobre uma das grandes ansiedades de leitores ávidos (e que, claro, é uma das minhas): a quantidade enorme de publicações e o curto espaço de tempo que se tem, mesmo considerando toda uma vida, para ler tudo aquilo que queremos ler! Realmente, é assustador! Se paro pra pensar entro em depressão, pois eu sei que não terei tempo, em toda a minha vida, pra ler tudo que eu quero... Bom, o conselho é ótimo! Ele diz: se você está lendo um livro chato, daqueles que não andam, que não saem do lugar... não insista! Pegue outro! Há muitos livros ótimos no mundo para você perder tempo com um livro chato! Por coincidência, enquanto lia o livro dele estava também lendo um outro livro chato de doer... daqueles que eu não conseguia ler mais que cinco páginas por dia... Larguei! Rs... O "Frenesi" é interessante, mas não é tudo que eu achava que seria. Por outro lado, só por esse conselho "mágico" já valeu a pena!
  • A época da inocência: minha mãe é apaixonada por esse filme do Scorsese, por isso comprei esse livro para lhe dar de presente. O filme é realmente muito bonito! Os detalhes de vestuário, reconstituição de época, as porcelanas, os cenários, as flores... muito bonito mesmo! O livro é bem bacana também! Achei o personagem da May Welland bem melhor no livro. O retrato da sociedade nova-iorquina do começo do século passado é bem interessante. Vale a pena a leitura e, depois, ver o filme!
  • My grandmother send her regards and apologises: outro livro que aparecia em todas as vitrines de livrarias aqui no ano passado! Comprei porque achei o título interessante! O livro é bem divertido! A história é contada por uma menina de 7 anos, e é super bem contada! Acho bem bacana quando o autor consegue mostrar que criança entende das coisas, inclusive aquelas que a gente acha que eles nao entendem. Além disso, tem toda uma fantasia infantil envolvida nas histórias que a avó contava para a neta, a respeito de tudo que a envolve. Muito bacana! Vale a leitura!
  • Wilful Disregard: sinceramente, ainda não sei se eu gostei ou não desse livro... Tem momentos, na verdade vááááários momentos, em que eu queria matar a narradora. Sério. Vai ser idiota assim lá na Suécia! Mas, talvez, por isso mesmo o livro seja bom. Mostra como uma pessoa pode se enganar, continuar se enganando, e se enganar mais um pouquinho, quando quer. A história é clássica: menina se apaixona por menino, toma um pé na bunda e não realiza. Continua correndo atrás do menino... por muito tempo! Rs...
  • O sorriso do lagarto: adorei! Não li muita coisa do João Ubaldo Ribeiro e depois de ler "Noites Lebloninas" resolvi ir atrás. Comecei com "Sargento Getúlio", mas como a linguagem é pesada, dificil de ler (quer dizer, você tem de estar com tempo e descansada... e não tava rolando nada disso aqui em casa), troquei para esse aqui. O livro é bem bacana! Embora tenha um quê de ficção científica (?) a narrativa é ótima! 
  • A outra garota Bolena: Eu adoro romances históricos. Essa autora é super famosa por aqui (acho que no Brasil também), pelas séries de personagens cujas estórias ela narrou. Esse foi o primeiro que li dela e gostei muito! Trata da ascenção da Ana Bolena ao trono da Inglaterra (na verdade, desde a conquista do Henrique VIII), e sua queda, na visão de sua irmã, Maria Bolena, que antes da Ana foi amante do Rei. Já comprei o segundo livro dela pra ler, que conta a história da primeira esposa do Henrique VIII, Catarina de Aragão! Gostei bastante! Se você curte esse tipo de leitura, recomendo!
  • À margem da linha: sabe daqueles livros que você compra pela capa... ou porque a resenha lhe pareceu bem poética? Pois é. Esse é o caso. O livro é quase um conto. Curtinho. Tem esse quê de poesia. É bonito, mas não é ótimo! Conta a história de dois irmãos que saem da cidade (e da vida miserável que levam) em busca do pai, que não conheceram. Conta apenas parte desse caminho. E é isso. Pra ler em duas horas.
  • Hitman Anders and the meaning of it all: esse é o terceiro livro do autor sueco Jonas Jonasson. Li os dois primeiros e amei! Por isso comprei esse daqui. Mas me decepcionei. A ironia continua lá, o jeito de escrever é o mesmo, mas a história é meio sem graça... Não gostei, não. Se for pra ler, que seja um dos outros dois dele, que são demais!!
  • Para sempre Alice: o livro é pesado... na verdade, a história é pesada (uma professora de Harvard que descobre estar com Mal de Alzeimer e a evolução da doença). Mas queria ler, pois queria ver o filme! O livro é bom, e eu não parei de ler enquanto não terminei.
  • L'étrange voyage de Monsieur Daldry: Marc Levy é um autor que eu sempre leio. Tem livros dele que eu adoro ("Meus amigos, meus amores"; "E se fosse verdade") e outros que eu acho super cansativos... esse é um dos cansativos... Rs. A história de uma perfumista que vive em Londres e depois de consultar uma cartomante parte em uma viagem em busca de seu futuro... e acaba encontrando seu passado. Não é péssimo... mas sabe aqueles livros que começam a se arrastar... você meio que já sabe o que vai acontecer e o autor continua te enrolando? Rs... Se for pra ler Marc Levy que seja um dos bons. Não esse.

Infelizmente tive leituras péssimas nesse ano (um deles, inclusive, eu larguei começado porque simultaneamente peguei um outro livro do Nick Hornby para ler, para ver se dava uma arejada na leitura chatérrima, que não tava rolando... no começo do livro o Nick manda a seguinte "lição": se você algum dia estiver lendo um livro e achá-lo chato, pare de ler. Deixe pra lá! Tem tanto livro bom no mundo! Pra que perder tempo com livro chato?!). Mas descobri pelo menos um autor de quem virei fã, li outro livro de um dos meus autores favoritos e, embora tenha lido muito menos do que gostaria, consegui encontrar tempo para meu hobby favorito!

Que venham mais (e melhores) livros!! :)

Beijos,
Tila.

sexta-feira, 13 de maio de 2016

Diário de Viagem - York

Já faz quase um ano que fomos pra York, mas eu queria muito fazer um post sobre nossa viagem, pois foi super bacana!! Então, já que o ditado diz que "antes tarde do que nunca"... lá vamos nós!

Aproveitamos um feriado de maio para visitarmos a cidade. A propósito, aqui no Reino Unido há pouquíssimos feriados! Além da Páscoa, Natal e Ano Novo eles têm apenas 3 segundas-feiras, que são os chamados "bank holidays": a primeira e a última de Maio, e a última se Agosto. Além destes tem também o dia 26/12 que eles chamam de "boxing day", que é o dia em que começam as mega liquidações de inverno. Só isso!!! Péssimo, né?! Risos... 

O frio já tinha melhorado bastante - embora, é claro, não fosse temperatura de primavera brasileira, já dava pra sair só com uma malha e um casaco... sem precisar de luva e gorro, mas ainda precisando de um cachecol! Rs... Digamos que a temperatura estava por volta dos 10, 12 graus (dois dígitos, galera! Pra quem vive o inverno daqui dois dígitos é pra comemorar!). Considerando que York fica mais ao norte, e que a cidade é cruzada por dois rios, tinha sempre um ventinho frio, mas num dos dias o sol apareceu e facilitou a vida da gente! Rs...

Fomos de trem, como todas as viagens que temos feito aqui. Para nós é melhor do que viajar de avião, porque não precisamos chegar com uma mega antecedência na estação (o que faz muita diferença quando a pessoa está com um bebê!). Além disso, as estações de trem são muito mais próximas do centro da cidade do que os aeroportos, o que significa que não precisamos sair de casa com uma hora (ou mais!) de antecedência ao horário em que precisaríamos chegar no local... Enfim... mega economia de tempo de deslocamento! Pegamos nosso trem em Kings Cross, e em duas horas estávamos em York!

A estação de trem lá em York é bem central, e pudemos ir a pé para nosso hotel, mas é claro que também há ônibus e táxis disponíveis na estação. Nos hospedamos no Hampton by Hilton, e foi ótimo! Pudemos fazer tudo a pé, pois o hotel é bem localizado (embora não seja beeeem no centro, o que, por vezes, é até melhor porque fica menos "muvuca"...). O quarto era espaçoso e agradável. E ainda tinha um ótimo café da manhã incluso no preço da diária - o que é raríssimo por aqui! Delícia!

A cidade é super antiga - fundada pelos romanos no ano 71 (isso, 71... sem nenhum outro número na frente! Rs...). Foi uma cidade importante, por ser a capital do império romano na região e com o passar dos anos (ou seria, dos séculos?! Rs...) continuou se destacando, seja pelo comércio, seja por ter se transformado em importante "hub" de estradas e ferrovias da Inglaterra. A cidade tem uma imponente catedral, museus interessantes, uma importante universidade e locais históricos que valem a visita!

No dia que chegamos não deu para fazer muita coisa, demos apenas um passeio pelos arredores do hotel, encontramos um local para jantar e pronto (lembrando que estávamos com um bebê de 6 meses! rs... portanto, não temos dicas de bares, baladas e afins...rsrs...).



No dia seguinte fomos direto à Clifford Tower, que é praticamente o que sobrou do Castelo de York... era enorme, mas foi destruído. Há alguns edifícios construídos no local em que era o castelo, mas não são os "originais" do castelo... Subir na torre é bacana porque você tem uma bela vista panorâmica da cidade!










Descendo da Torre fomos ao Castle Museum, que fica logo em frente (é uma das construções "novas", que fica no local onde era o castelo - na última foto, acima, dá para ver o que era o castelo e o que sobrou, ou seja, só a torre...). 

É um museu super interessante, que conta a história da cidade e valeu demais a visita! A reconstrução de uma cidade vitoriana é incrível! Super detalhada! Tem as ruas, escola, delegacia, farmácia, biblioteca, loja de velas (super interessante), estábulos, lojas dos mais diversos tipos! Dá mesmo a sensação de que você voltou no tempo! Muito interessante! Se passar por lá, não deixe de conhecer! As fotos abaixo são do interior do museu (não ficaram muito boas por conta da luz, mas dá para ter uma ideia!).







Saindo do museu fomos em direção ao centro da cidade. Chegamos à catedral que é enorme e lindíssima! Aliás, no interior da Inglaterra tem cada cidade minúscula com uma catedral maior que a outra! É impressionante!






A cidade em si é uma graça! Como é super antiga há ruas em que é possível ver que as construções são todas meio desniveladas... umas paredes avançam mais que as outras... É super interessante!







No dia seguinte fomos visitar o Yorkshire Museum and Gardens. É um museu legal, embora não tão interessante como o Castle Museum. Conta com um acervo de peças pré-históricas a medievais, jóias, tesouros. Os jardins do museu são belíssimos, com edifícios medievais em ruínas e gramados que convidam para um piquenique ou uma deitadinha para aproveitar o sol! Rs...  







A cidade de York é murada. É possível passear por parte da muralha - mas não fomos porque, com o carrinho e um bebê achei desaconselhável... De todo modo, tem gente passeando o tempo todo lá por cima! É um passeio interessante. Há, também, dois rios que cruzam a cidade e dão um charme à paisagem.









Passeio super agradável e recomendado! Se tivéssemos mais tempo viajaríamos pela região pois há muita coisa para conhecer por lá! Cidadezinhas interessantes, jardins que parecem ser lindos, praias (ok... nesse quesito o Reino Unido perde feio do Brasil... mas vai que alguém tá com saudade do mar, né?!).

Bjs!
Tila.